segunda-feira, 16 de maio de 2011

Bullying linguístico


Por Suzana Caldas

Um livro didático do Ministério da Educação (Coleção Viver, Aprender), destinado a jovens e adultos distribuído a mais de 4 mil escolas do país, voltou com o debate sobre como registrar as diferenças entre o discurso oral e o escrito sem resvalar em preconceito, mas ensinando a norma culta da língua.

O livro defende a escrita de expressões orais populares sem ter a necessidade de seguir a norma para a regra da concordância. “Você pode me emprestar os livro”?

Crianças, jovens e adultos são alfabetizados na escola sobre como usar os verbos de concordância. Mas hoje podemos nos questionar: para que? A cada dia somos surpreendidos com essas informações do MEC. Quando não é o Enem, com erros; anulação de perguntas e fraude nas provas, o estudante/leitor se depara com esse tipo de notícia. Quer dizer que, podemos falar errado, mas com a ressalva de que devemos ficar atentos porque, dependendo da situação, corremos o risco de ser vítima de preconceito linguístico.

2 comentários:

  1. Creio que cabe sim à escola ensinar e mostrar e até incentivar a variedade linguística aos alunos, mas estão levando essa história de "preconceito linguístico" longe demais. O aluno não deve aprender que há diferentes modos de falar (sem que este ou aquele esteja necessariamente errado) apenas por que "corre o risco de sofrer preconceito linguístico". Ele tem que aprender que para cada situação existe um mínimo aceitável de linguagem, assim como o há no modo de vestir ou se portar. Numa reunião de negócios, numa entrevista, é claro que não se espera que se diga "nóis vai", mas entre amigos íntimos ou família, seria ridículo dizer "nós iremos", dado o contexto de formalidade ou informalidade da situação.

    Priscila Gava

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  2. muitoo legal esse trabalhoo ! (:

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